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Galeria de fotos da caminhada cultural “Quem decide o que deve ser lembrado?”

Ação realizada na Maratona Cultural 2026 abordou a necessidade de debater a preservação da arte pública em diálogo com a arquitetura

Por Simone Bobsin Publicado em 23 de março de 2026 Notícias 3 min de leitura
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"Quem decide o que deve ser lembrado?", Caminhada Cultural na Maratona Cultural 2026. Foto Fernando Willadino

Sobre a caminhada cultural “Quem decide o que deve ser lembrado?”, que integrou a programação da Maratona Cultural 2026. A ação foi uma realização da jornalista Simone Bobsin em parceria com o IAB/SC com convidados: Luciana Paulo Corrêa e Leilah Corrêa Vieira, diretoras da Fundação Hassis; Luciana Florenzano, coordenadora do Grupo de Trabalho Patrimônio do Instituto dos Arquitetos do Brasil-SC; Marília Gabriela de Oliveira, arquiteta, Conselheira Titular de Patrimônio Material, no Conselho Municipal de Políticas Culturais FLN; Rodrigo Gonçalves, arquiteto e artista, representando a Associação Catarinense de Artistas Plásticos (Acap) – arquiteto e artista Rodrigo Gonçalves; e Caroline Schneider Lucio, engenheira da equipe do Grupo Duo.

Se em algum momento do dia de sábado, dia 21 de março, a insegurança colocou em dúvida a realização deste encontro, ela logo desapareceu. Sim, eu sofro — cada vez que proponho, organizo, curo e reúno pessoas em torno do desejo de refletir e debater sobre a cidade. Mas a gente precisa. Muito.

E essa dúvida se dissipou pela razão mais poderosa de todas: as pessoas. Mais de 50 decidiram sair de casa para caminhar — pouco, mas subindo ladeira, ao meio-dia, debaixo de sol — para escutar, falar e pensar sobre a nossa cidade.

Foi lindo, forte, necessário!
Obrigada!

Deixo registrado aqui também a escolha infeliz da construtora: mesmo avisada da ação, manteve a obra completamente fechada e não abriu o tapume para que as pessoas pudessem ver. Desculpem por isso.

Falamos muito.
Sobre respeito e descaso.
Sobre repertório e falta de cultura.
Sobre alvarás incompletos e políticas públicas.
Sobre transparência e participação cidadã.
Sobre o apagamento do COMAP (Comissão Municipal de Arte Pública) e sobre método.

Mas também falamos de oportunidades e de potência de mudança.

A derrubada do Mural do Hassis  pela Placon Empreendimento gerou mobilização e isso importa.

A ação das filhas do artista, Luciana e Leilah, (diretoras da Fundação Hassis), junto à construtora e à prefeitura, trouxe resultados: o restauro da obra completa será realizado, e a parte frontal do painel foi autorizada a permanecer no local — mesmo com as exigências de recuo do novo Plano Diretor. O documento foi assinado na semana passada.

Já a obra da Praça Osvaldo Bulcão Viana também receberá manutenção, a partir da adoção do espaço por uma construtora.

A intenção das caminhadas é essa: fomentar o debate e jogar luz sobre temas urgentes.

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Jornalista Simone Bobsin organizou a caminhada cultural. Foto Fernando Willadino

Nesta edição, criamos duas hashtags para ativar outras frentes de luta:

#leihassis — para incluir nos alvarás de demolição critérios sobre a existência de obras de arte nas edificações (proposta levada pelas filhas do artista à prefeitura);

#voltacomap — para reativar a Comissão de Arte Pública, conforme previsto em lei, e que já foi referência nacional no tema.

No fim, a pergunta continua ecoando: quem decide o que deve ser lembrado?

Agradecimento especial ao fotógrafo Fernando Willadino pelas belas imagens da caminhada.

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Fotos Fernando Willadino