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Floripa Quilt – Festival de Patchwork chega a 10ª edição com novidades

Festival acontece de 3 a 6 de maio, no Sesc-Cacupé, em Florianópolis, com agenda de exposições, cursos, demonstrações de técnicas de arte têxtil, feira de produtos e rodas de conversa.

Por Redação Publicado em 1 de maio de 2023 Notícias 8 min de leitura
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Floripa Quilt - Festival de Patchwork acontece em Florianópolis, de 03 a 06 de maio, no SESC Cacupé. Foto Divulgação/floripaquilt

Na edição comemorativa aos 10 anos do Floripa Quilt, festival de patchwork de Santa Catarina que mobiliza o segmento artístico e comercial envolvido com a arte de unir retalhos, as novidades refletem um reposicionamento e uma abordagem mais ampla da arte têxtil e do artesanato neste momento de grandes mudanças e desafios. “Queremos ampliar o público, mostrar para o próprio mercado que a arte feita com agulhas vai muito além do repertório tradicional, e possibilitar uma compreensão mais ampla e contemporânea sobre o patchwork e o quilt”, conta a idealizadora e organizadora do Floripa Quilt, Janaína Machado Cordeiro, do Ateliê Corarte. O festival acontece de 3 a 6 de maio, no SESC-Cacupé, em Florianópolis, abertura oficial dia 3 às 11h. Dia 2 iniciam as oficinas mediante inscrição pelo site do festival.

Em nove anos, o festival ofereceu ao seu fiel público o que existe de mais atual no segmento em materiais, produtos prontos, maquinário, além de oficinas de aprimoramento de técnicas, concurso de quilt e mostras de trabalhos premiados. Se consolidou apostando nos eixos comercial por meio da feira; na formação/educativo com oficinas ministradas por mestres da arte têxtil, rodas de conversa abordando temas contemporâneos; e cultural com as exposições.

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Para a 10ª edição, as mudanças são sutis, porém indicam um movimento que pretende dar maior visibilidade para a potência que o festival já possui. Uma das mudanças foi a alteração no edital do Concurso de Quilts para reforçar o olhar contemporâneo para a arte têxtil. “A gente recebe obras de arte, precisávamos de um olhar mais artístico para o concurso, uma curadoria”, diz Janaína, que convidou a artista têxtil Verônica Filipak para participar da estruturação do edital. A paranaense representada pela Galeria Zilda Fraletti, com participação em concursos nacionais e internacionais, chega para trazer este frescor ao concurso. A mudança já trouxe como resultado o aumento no número de inscrições em relação aos anos anteriores. Os trabalhos finalistas e premiados estarão em exposição na 10ª Mostra do Concurso de Quilts.

PROGRAMA GERAL

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Trabalho Hundertwasser, de Adalena Ritter. Foto Divulgação/FloripaQuilt

Participam do júri, ainda, nomes reconhecidos no segmento da arte têxtil nacional e no campo da arte: Marina Landi, premiada artista têxtil no Festival Internacional de Quilt, em Houston, e em Paducah, também nos Estados Unidos, e em Gramado, na serra Gaúcha; Adriana Sleutjes, holandesa radicada no Rio Grande do Sul, juíza certificada pela National Quilting Association (NQA/USA) e marca presença no Festival Internacional de Quilt, em Housto desde 2013; Parísina Ribeiro, tem obras em diversos museus brasileiros, integra acervos de colecionadores, participa de Exposições e Bienais de Arte Naïf e Têxtil desde 2010 nas principais capitais brasileiras e nos EUA, Polônia, Inglaterra, Canadá e Peru. Já realizou exposições individuais em Minas Gerais e Santa Catarina; Karin Dolores C. Galvão – equatoriana radicada no Brasil há 30 anos, ministra aulas desde 2013 no espaço Karin Dolores Studio, em Salvador. Fez parte da equipe de professoras no Festival Internacional de Quilt e Patchwork de Nova Petrópolis em 2022; Eva Malinowiski – premiada em concursos e festivais nacionais e internacionais, convidada para ministrar cursos e workshops de quilting artístico em Festivais e Ateliês no Brasil.

PROGRAMAÇÃO DOS CURSOS

Cursos e mostras 

O festival tem como premissa a formação e divulgação da arte têxtil e artesanato. Com caráter educativo, as mostras apresentam diversidade de trabalhos que vão do mais tradicional quilt aos contemporâneos. Reforçam a potência de obras de uma categoria de produto que se encontra entre o tênue limite de dois sistemas historicamente constituídos: artesanato-arte. Por isso, vai além das mostras de trabalhos dos professores e dos finalistas do concurso nacional de quilt. Aposta em produções já reconhecidas em outros campos como do design e da arte.

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Trabalho Roses por Inês Sá. Foto Divulgação/floripaquilt

Uma delas é a mostra “Os Arquipélagos”, de Nara Guichon, artista têxtil e ativista reconhecida nacionalmente, que exibe instalações para além de sua produção comercial. As homenageadas na 3ª Mostra de Bordados também rompem esses limites do artesanato-arte. A florianopolitana Maria Celeste Carvalho Neves (1919-2014) que começou a pintar quadros com retalhos, linhas, rendas e agulhas aos 64 anos. Foram mais de 520 trabalhos produzidos e a inserção de seu nome na cena artística nacional. E a mineira Dóris Sueli Teixeira, que trabalha com têxteis (bordado, patchwork, estamparia, tingimento e batik) desde 1970, expondo e vendendo os seus trabalhos em eventos no Brasil e na América Latina. É premiada nos festivais de Gramado e de Niterói e no Festival Internacional de Houston (EUA), em 2005. É membro da ABPQ (Associação Brasileira de Patchwork e Quilt) e da IQA (International Quilt Association).

“Afetos e Tramas Entrecruzadas” é o tema proposto pela curadora da 3ª Mostra de Bordados, a artista têxtil Parísina Ribeiro. “A afetividade sempre esteve presente no tramar têxtil de pontos, fios, cores e traços ontem e hoje da arte que nos encanta e nos aproxima pelos diversos cruzamentos das linhas da imaginação, da criação e do fazer artístico”, afirma a curadora.

O 10º Floripa Quilt terá ainda a Mostra das Mestras (professoras dos cursos em 2023), a Mostra “O Oceano que nos une”, de bordadeiras e rendeiras, além das demonstrações de renda de bilro,  sashiko (técnica manual japonesa), tear de miçanga e frivolité com Dona Ivonita Di Concílio, de 85 anos.

Diariamente, das 15h às 17h, no Espaço Interativo do Patchwork Tradicional, haverá demonstração com aula para a confecção de almofadas (25×35 cm) para serem doadas para a Casa Lar Cantinho dos Idosos, em Ratones.  Já as 20 oficinas são ministradas por artistas têxteis de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Equador. As inscrições podem ser feitas no site do festival – programação das oficinas – e iniciam no dia 2 de maio.

Caleidoscópio por Cristina Terminiello.
Caleidoscópio, por Cristina Terminiello. Foto Divulgação/Floripa Quilt

Costurando Conversas 

As rodas de conversas, abertas ao público e gratuitas, são momentos para a troca de experiências entre as artistas convidadas e os participantes. O conteúdo irá tratar sobre editais têxteis, patchwork tradicional e as colchas de retalhos, o  mapeamento das anileiras nativas em Florianópolis, que é a planta de onde se extrai o azul índigo, e consumo consciente e upcycling.

03/05 (quarta-feira), às 17h – Como participar de Editais Têxteis
Convidadas: Verônica Filipak, artista visual (PR) e Marina Landi, artista têxtil (SP)
Mediação: Canal Craft

04/05 (quinta-feira), às 15h – Revirando o baú: das colchas de retalhos ao Patchwork Tradicional e a arte têxtil
Convidadas: Roseli Pereira, Superintendente da Fundação Franklin Cascaes (Florianópolis),
Alexandra Pegorari da Indústria Têxtil, Bete Monta do Canal Craft e as professoras: Karin
Galvão, Deolinda de Moraes, Júnia Pereira e Eliane Castelan
Mediação: Canal Craft

05/05 (sexta-feira), às 15h – Azul Índigo e as anileiras de Florianópolis
Convidadas: Coletivo Anileiras da Ilha, grupo de pesquisadores, tintureiros e artesãos que
mapeia a planta Indigofera suffruticosa
Convidados: Coletivo Anileiras da Ilha (Diogo Chicatto, Isabela Bernardo, Natalia Seeger e
Roberta Miroslau)
Mediação: Mediação: Canal Craft

06/05 (Sábado), às 15h – Consumo consciente: relato de experiências de upcycling
Convidadas: Carina Zagonel (empreendedora social, gestora do Armário Coletivo), Adriana
Sleutejes (artista têxtil), Dai de Boni (bonequeira, upcycling), Nara Guichon (artista têxtil,
upcycling e ativista) e Karine Matos de Freitas (In core Ecodesing)
Mediação: Simone Bobsin

O Começo

Foi em um pequeno ateliê de patchwork que o sonho de Janaína começou a ganhar forma. Entre uma feira e outra que visitava, a artesã viu a possibilidade de trazer para Florianópolis um festival que unisse cursos, expositores e admiradores dessa arte, além de divulgar e valorizar a produção regional. Resolveu empreender e com pessoas que também acreditaram nesse sonho, criou o Floripa Quilt – Festival de Patchwork, hoje um festival reconhecido por oferecer exposições de qualidade, cursos criativos, concursos e reunir participantes fiéis. “Um sonho que virou realidade e foi costurado a muitas mãos”, conta Janaína, que em 2009 criou o Ateliê Corarte para ministrar aulas. Em 2012 chegou a ter 95 alunas e 11 professores, antes de dedicar-se integralmente ao Floripa Quilt.

A 10ª edição do Floripa Quilt tem apoio do Sesc, Pegorari, Canal Craft, Renauxview, JJ & Cia das Máquinas e EcoModa Udesc.

 Serviço

O quê: 10º Floripa Quilt – Festival de Patchwork

Quando: De 3 a 6 de maio

Horário: 12h às 18h  – abertura oficial dia 3 às 11h

Onde: SESC-Cacupé – Rodovia Haroldo Soares Glavan, 1670, Cacupé, Florianópolis.

Entrada:  R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

Estacionamento: R$10,00 a diária(dá para deixar o carro na rua)

Restaurante: 11h até 14h (almoço) / 19h até 21h (jantar)

Cafeteria – 14h até 18h, no Salão Campeche

Fonte: Floripa Quilt