Acredito genuinamente que a arte tem o poder de transformar realidades. É por meio dela que conseguimos ir mais longe, reunindo pessoas em torno de temas urgentes, muitas vezes difíceis, que revelam tristes realidades.
Fui conhecer a instalação SOPRO, no Centro Histórico, uma ação muito bacana resultado da oficina realizada com estudantes de Arquitetura, em parceria entre o ArqUrb e o coletivo Flutua, que atua com educação ambiental e cidades por meio de oficinas e intervenções urbanas.
Foi interessante observar o engajamento das pessoas que passavam pelo local, atraídas pela curiosidade despertada pela obra, um grande inflável onde era possível entrar e viver uma experiência imersiva – eu sento até uma vertigem com o movimento do inflável.
A instalação feita com sacolas plásticas propõe uma reflexão lúdica e informativa sobre o meio ambiente, trazendo dados sobre a presença dos polímeros no nosso cotidiano.
Parabéns a essa turma criativa que ocupa o espaço público com cultura, arte e provocações necessárias, estimulando o pensamento crítico sobre produção e consumo. Já esperando por outros infláveis!
O Flutua é um coletivo em atuação há quase 10 anos que realiza oficinas educativas e intervenções artístico-arquitetônicas a partir do resíduo plástico e de outros materiais descartados. Suas atividades se apoiam nos eixos ambiental, educativo, artístico e arquitetônico-urbanístico e acontecem especialmente em espaços públicos e territórios populares brasileiros. Por meio delas, o Flutua pretende promover reflexões sobre si, o outro, os espaços comuns e suas relações cotidianas, bem como experimentar criações colaborativas. Atualmente, o coletivo é formado por profissionais da arquitetura e urbanismo, das artes visuais e do design baseadas em São Paulo, Uberlândia e Florianópolis.
A obra SOPRO (2026), idealizada por Paolo Colosso e Luiza Dalvi – representando o Coletivo Flutua – reflete sobre a irracionalidade de nossos modos de produção e consumo através do lúdico. Seu formato cúbico, de aproximadamente 3,60m x 3,60m x 3,30m, tem a sacola plástica coletada como unidade construtiva e a proposição participativa de estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina como método. O trabalho visa suspender o tempo cotidiano e mobilizar um novo olhar para o “pano de fundo” da cidade, instigando desejos, sonhos e novos horizontes de futuro.



































