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Conversatório: E se as Mulheres Projetassem a Cidade?

Roda de conversa em formato de Aquário debate sobre mulheres e o direito à cidade, dia 24 de março, no Mesc. Evento gratuito

Por Redação Publicado em 9 de março de 2026 Notícias 4 min de leitura
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Pensar a cidade a partir da perspectiva das mulheres, com uma abordagem propositiva e coevolutiva, criando espaço para práticas e ações que fortaleçam a segurança e o direito à cidade. Esta é a intenção do evento “E se as Mulheres Projetassem a Cidade? Um Conversatório sobre Mulheres e o Direito à Cidade”, cocriada com a urbanista May East, as arquitetas Silvia Lenzi e Kátia Véras e a jornalista Simone Bobsin, com a participação da secretária de Políticas Públicas da Prefeitura Municipal de Florianópolis, Luciane dos Passos e convidadas. A conversa acontecerá no dia 24 de março, com início às 18h, no Museu da Escola Catarinense.

Trata-se de um encontro experiencial para refletir sobre planejamento urbano, segurança e participação cidadã, por meio de diálogos que fomentem o debate sobre práticas urbanas. Estruturado no formato Aquário (Fishbowl), com cadeiras em círculos, quatro bancos no centro e seis rodadas de conversa, a proposta é abrir espaço para a escuta das diferentes experiências das participantes. Esse modelo de dinâmica permite que o diálogo seja fluido, colaborativo e aberto, favorecendo que múltiplas vozes contribuam para a conversa.

 

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Livro de May East que deu nome ao evento

Vigilância natural e direito à cidade 

Dois conceitos norteiam a conversa: vigilância natural, que se refere à ideia da segurança urbana emergindo do próprio desenho do espaço e da presença das pessoas; e direito à cidade que parte do princípio de que todas as pessoas — especialmente mulheres e grupos historicamente invisibilizados — devem ter acesso aos espaços urbanos e circular sem medo, ter voz nas decisões e capacidade de influenciar o planejamento urbano. “Não se trata de vigilância punitiva ou tecnológica, mas de ruas vivas, fachadas ativas, boa visibilidade, diversidade de usos e pessoas circulando e permanecendo nos espaços. Quando as pessoas se veem e são vistas, o espaço tende a se tornar mais seguro e mais cuidado”, afirma May East que abordará o tema.

“A vigilância natural cria condições concretas para que o direito à cidade seja exercido com mais segurança e autonomia. O direito à cidade, por sua vez, garante que diferentes experiências, especialmente as das mulheres, influenciem como os espaços são desenhados, fortalecendo a própria vigilância natural”, explica May.

 

Vigilância natural é uma estratégia espacial. Direito à cidade é um princípio político e social. Juntos, estruturam a base conceitual deste evento.

 

Evento de lançamento do livro de May East em Florianópolis, dezembro de 2024
Evento de lançamento do livro de May East em Florianópolis, dezembro de 2024

ARTIGO DE MAY EAST SOBRE MULHERES E CIDADES

Rodadas participativas

As seis rodadas iniciam com perguntas a partir de temas pré-estabelecidos, que serão mediadas e abertas à ampla participação.

Experiências do cotidiano – Urbanista May East
Quando você se movimenta pelo seu bairro, o que faz você sentir que o lugar é visível, vivo e seguro? Onde isso acontece e onde isso falta?

Desenho urbano e arquitetônico – Arquiteta Kátia Véras
Que elementos do desenho urbano e arquitetônico — ruas, iluminação, fachadas, transparência visual, uso dos espaços públicos — podem tornar um lugar mais observável, interativo e acolhedor, sem depender de vigilância tecnológica ou punitiva?

Políticas públicas – Secretária Luciane dos Passos
Que papéis as políticas públicas podem assumir para fortalecer o direito à cidade das mulheres e criar condições de segurança a partir da vigilância natural e comunitária?

Democratização das responsabilidades urbanas – Arquiteta Silvia Lenzi
O que já existe no seu território que pode fortalecer a colaboração entre poder público, desenho urbano e comunidade? E que potencial ainda pode ser explorado?

Comunicação e narrativas – Jornalista Simone Bobsin
Como a comunicação e seus diferentes meios de mediação podem ajudar a construir narrativas que valorizem o potencial do território?  Como comunicar o direito à cidade?

Encerramento – Facilitadora May East – Estas são algumas práticas, princípios e políticas que discutimos até agora. O que ainda falta?

 

Katia Véras ao lado de Silvia Lenzi e May East. Em frente, Simone Bobsin
Katia Véras ao lado de Silvia Lenzi e May East. Em frente, Simone Bobsin

Serviço:

E se as Mulheres Projetassem a Cidade? Conversatório sobre Mulheres e o Direito à Cidade”

 Dia 24 de março às 18h

Museu da Escola Catarinense –Rua Saldanha Marinho, 196 – Centro de Florianópolis

Evento gratuito (limitação de vagas)

Cocriação: May East, Silvia Lenzi, Simone Bobsin, Kátia Véras e participação da secretária de Políticas Públicas da Prefeitura Municipal de Florianópolis, Luciane dos Passos.