Pensar a cidade a partir da perspectiva das mulheres, com uma abordagem propositiva e inclusiva, criando espaço para práticas e ações que fortaleçam a segurança e o direito à cidade. Esta é a intenção do evento “E se as Mulheres Projetassem a Cidade? Um Conversatório sobre Mulheres e o Direito à Cidade”, cocriada com a urbanista May East, as arquitetas Silvia Lenzi e Kátia Véras e a jornalista Simone Bobsin, com a participação da secretária de Políticas Públicas da Prefeitura Municipal de Florianópolis, Luciane dos Passos e convidadas. A conversa acontecerá no dia 24 de março, com início às 18h, no Museu da Escola Catarinense.
Trata-se de um encontro experiencial para refletir sobre planejamento urbano, segurança e participação cidadã, por meio de diálogos que fomentem o debate sobre práticas urbanas. Estruturado no formato Aquário (Fishbowl), com cadeiras em círculos, quatro bancos no centro e seis rodadas de conversa, a proposta é abrir espaço para a escuta das diferentes experiências das participantes. Esse modelo de dinâmica permite que o diálogo seja fluido, colaborativo e aberto, favorecendo que múltiplas vozes contribuam para a conversa.

Vigilância natural e direito à cidade
Dois conceitos norteiam a conversa: vigilância natural, que se refere à ideia da segurança urbana emergindo do próprio desenho do espaço e da presença das pessoas; e direito à cidade que parte do princípio de que todas as pessoas — especialmente mulheres e grupos historicamente invisibilizados — devem ter acesso aos espaços urbanos e circular sem medo, ter voz nas decisões e capacidade de influenciar o planejamento urbano. “Não se trata de vigilância punitiva ou tecnológica, mas de ruas vivas, fachadas ativas, boa visibilidade, diversidade de usos e pessoas circulando e permanecendo nos espaços. Quando as pessoas se veem e são vistas, o espaço tende a se tornar mais seguro e mais cuidado”, afirma May East que abordará o tema.
“A vigilância natural cria condições concretas para que o direito à cidade seja exercido com mais segurança e autonomia. O direito à cidade, por sua vez, garante que diferentes experiências, especialmente as das mulheres, influenciem como os espaços são desenhados, fortalecendo a própria vigilância natural”, explica May.
Vigilância natural é uma estratégia espacial. Direito à cidade é um princípio político e social. Juntos, estruturam a base conceitual deste evento.

ARTIGO DE MAY EAST SOBRE MULHERES E CIDADES
Rodadas participativas
As seis rodadas iniciam com perguntas a partir de temas pré-estabelecidos, que serão mediadas e abertas à ampla participação.
Experiências do cotidiano – Urbanista May East
Quando você se movimenta pelo seu bairro, o que faz você sentir que o lugar é visível, vivo e seguro? Onde isso acontece e onde isso falta?
Desenho urbano e arquitetônico – Arquiteta Kátia Véras
Que elementos do desenho urbano e arquitetônico — ruas, iluminação, fachadas, transparência visual, uso dos espaços públicos — podem tornar um lugar mais observável, interativo e acolhedor, sem depender de vigilância tecnológica ou punitiva?
Políticas públicas – Secretária Luciane dos Passos
Que papéis as políticas públicas podem assumir para fortalecer o direito à cidade das mulheres e criar condições de segurança a partir da vigilância natural e comunitária?
Democratização das responsabilidades urbanas – Arquiteta Silvia Lenzi
O que já existe no seu território que pode fortalecer a colaboração entre poder público, desenho urbano e comunidade? E que potencial ainda pode ser explorado?
Comunicação e narrativas – Jornalista Simone Bobsin
Como a comunicação e seus diferentes meios de mediação podem ajudar a construir narrativas que valorizem o potencial do território? Como comunicar o direito à cidade?
Encerramento – Facilitadora May East – Estas são algumas práticas, princípios e políticas que discutimos até agora. O que ainda falta?

Serviço:
E se as Mulheres Projetassem a Cidade? Conversatório sobre Mulheres e o Direito à Cidade”
Dia 24 de março às 18h
Museu da Escola Catarinense –Rua Saldanha Marinho, 196 – Centro de Florianópolis
Evento gratuito (limitação de vagas)
Cocriação: May East, Silvia Lenzi, Simone Bobsin, Kátia Véras e participação da secretária de Políticas Públicas da Prefeitura Municipal de Florianópolis, Luciane dos Passos.





































