Em entrevista exclusiva ao portal, Lauro Andrade Filho fala do crescimento de 30% na 2ª edição da High Design Expo e aponta novidades para a DW! São Paulo Design Weekend
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Em entrevista exclusiva ao portal, Lauro Andrade Filho fala do crescimento de 30% na 2ª edição da High Design Expo e aponta novidades para a DW! São Paulo Design Weekend

A segunda edição da High Design – Home & Office Expo -, evento âncora do DW! São Paulo Design Weekend, chega com novidades em meio ao discurso da crise. A edição 2017 estará 30% maior em relação ao ano anterior, tanto em área como em número de expositores e apresentará uma área de escritórios, o OFFICE CONNECTION, que irá reunir grandes nomes da arquitetura corporativa. Todo a programação estará disponível a partir de hoje aqui.

A feira consolida parcerias como a mostra do Prêmio Salão Design, maior premiação de design de produto da América Latina, que este ano realiza sua cerimônia de premiação na feira; o CONAD – Congresso Nacional de Designers de Interiores e a 8ª edição da Greenbuilding Brasil – Conferência Internacional e Expo.

Já o DW! Design Weekend São Paulo, maior festival urbano do país conectado com arte, arquitetura e design, amplia o território de atuação incluindo o Design District Tatuapé na imensa lista de locais onde acontecerão mais de 300 eventos.

Lauro Andrade Filho, idealizador da High Design e do DW! Design Weekend São Paulo, é natural de Florianópolis e desde 2003 mora em São Paulo. No portfólio, soma passagens como executivo da Canguru Embalagens, Pizza Hut, Brahma, Instituto de Estudos Avançados e Sebrae. É diretor da Anfacer (desde 2003) e Expo Revestir (desde 2006).

Nesta entrevista exclusiva, ele fala sobre o frescor do design nacional e o foco da feira no design brasileiro; da importância do reposicionamento das empresas considerando que as novas tecnologias empoderam os consumidores, e da 1ª Rodada de Negócios Internacional realizada pelo Projeto Raiz.

Nós estaremos na Design Weekend registrando nosso olhar para as novidades, nos acompanhe nas redes sociais do ArqSC.

Boa leitura!

Em meio ao discurso da crise, a feira apresenta dados de crescimento na participação das empresas? O segmento está otimista? Como avalias o mercado em relação a 2016?

Em 2017, o segmento, assim como todos os demais e em todas as partes do mundo, passa por transformações significativas. As novas tecnologias, disseminadas em todas as faixas etárias e classes sociais, “empoderam” cada vez mais os consumidores finais, retirando do mercado intermediários que só geram custos e não agregam valor aos produtos e serviços. Isto força as empresas a repensarem seus posicionamentos, estruturas e relações com canais de distribuição, com recall não apenas para seus clientes lojistas, mas também para os mais importantes influenciadores de compra de produtos “design” e de alto padrão: os profissionais de arquitetura e design de interiores.

Quais as expectativas de negócios em 2017?

Do ponto de vista da indústria, apesar da tempestade política que arrasa o país, acredito que retomemos o crescimento do país em 2018. Dentre os indicadores macroeconômicos que devem ser percebidos, destaco a tendência de queda no câmbio, gerada principalmente pelo aumento dos investimentos diretos no país. Isto tornará os produtos importados, sobretudo os asiáticos, mais competitivos. Neste cenário, somado à total falta de políticas industriais consistentes no Brasil, fabricantes serão obrigados a diferenciar-se, criando marcas fortes e que entregam não apenas produtos, mas design, conceito, serviços ampliados e sustentabilidade. Quem não tiver isto, será facilmente substituído por um concorrente internacional de preço inferior. O desafio do comércio vem dos novos comportamentos de compra dos consumidores, que chegam aos pontos de venda informados e em crescente processo de decisão de compra via meio digital. O desafio dos lojistas é justamente entender seu novo papel neste novo arranjo comercial, entre indústria, profissionais de arquitetura e decoração e consumidores finais.

Quais as mudanças e novidades para a 2ª edição da High Design Expo?
Além de promover negócios e o crescimento do setor, queremos valorizar o desenho autoral brasileiro e o seu criador, integrando os mundos criativo e produtivo, fortalecendo ambos. Essa nova edição está 30% maior e mais segmentada, com áreas de conteúdo especializado nos diferentes ambientes. Há também uma nova área direcionada aos projetos e soluções corporativas, batizada de Office Connection, que vai reunir os maiores nomes da arquitetura corporativa. Outra importante novidade é que já em sua segunda edição, a feira recebe sua 1ª Rodada de Negócios Internacional realizada pelo Projeto Raiz, uma iniciativa do Sindmóveis Bento Gonçalves em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

A High Design eEpo nasceu com a intenção de inserir o Brasil no calendário mundial de eventos do segmento e ser a principal plataforma de exportações do setor de móveis. A feira caminha para este caminho?

A HIGH DESIGN chega à sua segunda edição como um dos principais eventos de design em mobiliário da América Latina e o como o grande momento do design autoral nacional. O principal objetivo da feira é criar um ambiente ideal para promover negócios, contribuir para o crescimento do setor nacional e internacionalmente. Como expliquei acima, em 2017 a feira recebe sua 1ª Rodada de Negócios Internacional realizada pelo Projeto Raiz, uma das iniciativas que contribuem para que a feira seja uma das principais plataformas de exportações do mercado.

Quais os maiores desafios para as empresas  que querem competir no mercado externo?

Poucos países no mundo conseguem ter uma geração tão talentosa de designers, em tamanha quantidade, como temos aqui.  Evoluímos muito na incorporação de tecnologia, práticas e técnicas de excelência mundial. Nunca ganhamos tantos prêmios internacionais, em concursos relevantes. Acredito que o fortalecimento da marca e o investimento no design autoral são os caminhos para atuar no mercado internacional.

Quais as mudanças e novidades para a 6ª edição do DW! Design Weekend?

Uma das novidades deste ano é a inclusão do Design District Tatuapé com cinco pontos de atividades como aulas, cursos e exposições. Além disso, o DW! terá mais de 300 eventos em 134 lugares da cidade de SP, por isso, é praticamente impossível destacar algo. Há design para todos os gostos, bolsos, públicos, em tudo e em todos os lugares (risos). A programação completa estará disponível no site do evento (www.designweekend.com.br) a partir de 01 de agosto.

Quem está à frente da curadoria do conteúdo do festival?

Os jornalistas Simões Neto e Regina Galvão.

 Quais são os eventos âncoras do DW?

Assim como ano passado, a 6ª edição trará ações de peso que agitarão diversos pontos da cidade. Os já tradicionais hubs e eventos âncoras do DW! estão confirmados novamente e são apresentados em grupos: Feiras e Congressos (pelo segundo ano acontece a HIGH DESIGN EXPO, MADE, BOOMSPDESIGN, Greenbuilding Expo 2017 e CONAD – Congresso Nacional de Designers de Interiores); Instituições de Ensino (Centro Universitário Belas Artes, IED –Instituto Europeu de Design, Senac, Escola Panamericana de Arte, EBAC – Escola Britânica de Artes Criativa) e os Design Districts (D&D Shopping, Alameda Gabriel, Jardins, Paulista, Pinheiros, Vila Madalena e a novidade deste ano: Tatuapé).

Lauro esteve em Florianópolis a convite do portal para participar do ArqSC Conversa, na Masotti. Na foto junto com Lucila Turqueto, Juliana Pippi, Rogério Lemos e Simone Bobsin. Foto
Lauro Andrade Filho esteve em Florianópolis a convite do portal para participar do ArqSC Conversa, na Masotti. Na foto junto com Lucila Turqueto, Juliana Pippi, Rogério Lemos e Simone Bobsin. Foto Fabrícia Pinho.